A História do Pilates

 Joseph Hubertus Pilates (1880-1967) nasceu na Alemanha. Teve uma infância doentia, com asma, raquitismo e febre reumática. Resolvido a tornar-se fisicamente forte e saudável estudou anatomia, fisiologia, cultura física e ginástica além de vários esportes. Aos 32 anos mudou-se para a Inglaterra aonde trabalhou como lutador de boxe, artista de circo e treinador de auto defesa da polícia inglesa. Por ser alemão, em 1914, foi mandado a um campo de prisioneiros. Lá aprofundou seus conhecimentos sobre saúde e condicionamento físico e montou para os prisioneiros um programa de exercícios realizados no solo.

O reconhecimento inicial de sua técnica veio pelo fato de que nenhum dos prisioneiros daquele campo foi acometido pela epidemia de gripe que assolou e matou milhares de pessoas nos campos ingleses em 1918. No final da guerra foi transferido para a ilha de Man, onde passou a trabalhar na reabilitação dos feridos de guerra.

Para isto passou a criar e desenvolver exercícios com as molas contidas nas próprias camas da enfermaria e notou que esses treinos ajudavam a condicionar os pacientes debilitados, pelo longo período que permaneciam acamados e restringidos. As molas então passaram a servir para recuperar força, flexibilidade e resistência, além de restabelecer o tônus muscular dos internos mais rapidamente.

O refinamento destas técnicas de tratamento evoluiu para a criação dos equipamentos de mecanoterapia específicos do método Pilates – o Cadillac e o Reformer que continuam até hoje em uso.

Joseph Hubertus Pilates retornou para Hamburgo, ampliou seus conhecimentos e métodos e trabalhou principalmente com a força policial da cidade. Em 1926 decidiu imigrar para os Estados Unidos e junto com sua esposa, enfermeira que conheceu na viagem, montou em Nova York o Studio Pilates.

O método manteve-se durante muito tempo restrito ao próprio autor e seu Studio.

Pilates publicou apenas 2 pequenos livros e por receio da disseminação de suas técnicas, manteve o monopólio de seu conhecimento. Pessoalmente certificou apenas pouquíssimas pessoas. Baseou-se em princípios de cultura oriental, unindo noções de concentração e equilíbrio, percepção, controle corporal e flexibilidade, dando importância à força e ao tônus muscular.

Concentrou-se na tentativa de controle, o mais consciente possível, dos músculos envolvidos no movimento. A isso chama de “contrologia”.

 

São 6 os princípios fundamentais:

Concentração: a atenção que é dada para cada uma das partes do corpo. Nenhuma é relegada. Busca-se a maior eficiência possível. O objetivo da técnica é o aprendizado motor.

Controle: a consciência dos músculos agonistas, isto é, dos realizadores de uma atividade específica, mantendo um padrão suave e harmônico do movimento.

Precisão: importante na qualidade do movimento, principalmente no realinhamento postural do corpo.

Centramento: este princípio foi chamado por Pilates de “Powerhouse” ou centro de força.

Considerado por Pilates o ponto focal para o controle do corpo. É formado por 4 camadas de músculos abdominais: o reto do abdome, oblíquo interno e externo, transverso do abdome; pelos eretores profundos da coluna, os extensores e flexores do quadril, juntamente com os músculos do períneo. Esse conjunto muscular forma uma estrutura de suporte responsável pela sustentação da coluna e dos órgãos internos. É o centro de força.

Respiração: Pilates considerava a respiração correta como fator essencial no início do movimento. Em seu método descreve um padrão respiratório específico que pretende diminuir o cansaço, otimizar e ampliar a capacidade respiratória.

Movimento Fluido: refere-se ao tipo de movimento, que deve ser controlado, contínuo e leve, absorvendo os impactos do corpo com o solo, utilizando a inércia e evitando choques que poderiam levar ao desgaste prematuro.

 

Equipamentos para exercícios no método Pilates

Além dos exercícios no solo (MAT-Pilates), o método utiliza vários aparelhos complementares:

Reformer: O primeiro equipamento construído por Pilates. Em forma de cama, é composto por um carrinho deslizante que se move sobre trilhos e é ligado a molas para oferecer resistência variável. Os exercícios neste aparelho são tipicamente para as coxas (lateral, anterior e posterior), o abdome, o quadril e o peito, e são especialmente benéficos para a coluna vertebral rígida.

Cadillac: Possui 2 barras de ferro fixas a um colchão, barra de trapézio, dois pares de alça de tornozelo e coxa ajustável, duas barras móveis- uma horizontal e outra vertical, e nele realizam-se exercícios em posição sentada, deitada, ajoelhada ou em pé . É utilizado para os exercícios aéreos. Permite fazer mais de 200 exercícios. O enfoque maior é nos pés, coxas, coluna vertebral, cintura pélvica, abdômen e ombros.

Wall-Unit: É um aparelho compacto do Cadillac, sendo utilizado para o trabalho de todo o corpo, a vantagem de deste aparelho é que otimiza espaço, por ser menor, podendo ser substitiudo pelo Cadillac, no entanto, não consegue suprir os exercícios aéreos.

Combo chair: É um aparelho em forma de cadeira com estrutura de madeira, molas com resistências diferentes, parafusos em escalas (alavancas) e ganchos em dois pedais. Usado para exercícios de sustentação postural. Excelente para reabilitação do joelho, trabalha também coluna, ombros, abdômen e extremidades superiores.

Barrel: É um aparelho formado por um meio barril almofadado, ligado a um espaldar à sua frente. Usado para fortalecer o tronco, o abdômen e para alongar a musculatura da região posterior da coluna.

Complementos: São usados vários complementos como bola, almofadas,  meia lua, alças pra mãos e pés, magic circle, step barrel,  etc..

 Técnica:

A técnica de Pilates divide-se em exercícios realizados no solo e em aparelhos. Os realizados no solo (Mat-Pilates), caracterizam-se por ter um caráter educativo, enfatizando o aprendizado da respiração e do centro de força. Ja os exercícios nos aparelhos abre-se uma imensa variedade de movimentos, mas em todos eles são moveimentos rítmicos, controlados e associando a respiração, fluidez, crescimento axial e correção postural.

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